Pós-Graduação em Jornalismo Literário Fase II

     

    Este é o portal ao Curso de Pós-Graduação em Jornalismo Literário pioneiro do país, continuação da iniciativa da marca ABJL – Academia Brasileira de Jornalismo Literário -, de cujo nome é herdeiro, mas cuja existência, enquanto instituição, extinguiu-se em 2013.

    O Curso é a continuação, sob o ponto de vista acadêmico, desse projeto lançado em 2005, mas desde o início de 2013 administrado pela EPL – Educação, Comunicação e Desenvolvimento Humano Ltda., sob a direção total – acadêmica e executiva – de Edvaldo Pereira Lima.

    Entre 2005 e 2012, o Curso da ABJL formou diversas turmas especialmente em São Paulo, mas também aconteceu simultaneamente, alguns desses anos, em cidades como Campinas, Brasília, Goiânia, Porto Alegre e Curitiba.   

    Legado

    O ponto de partida desta história é o trabalho de Edvaldo Pereira Lima na Universidade de São Paulo, dedicando sua carreira acadêmica essencialmente ao campo temático do Jornalismo Literário, inicialmente focado no livro-reportagem, produzindo conhecimento, conduzindo cursos de pós-graduação, orientando Teses e Dissertações, ajudando a formar uma geração de jornalistas/escritores/pesquisadores/docentes envolvidos no entusiasmante universo da literatura da realidade. No conjunto, esses profissionais ajudaram a alavancar a área, mantendo viva sua tradição no mundo acadêmico, disseminando práticas e experiências onde possível no circuito midiático, ousando muitas vezes abrir abordagens inovadoras, avançando para além do estado aceito de conhecimento, renovando, reciclando, provocando conceitos, processos, modelos.

    Alguns desses pioneiros, sob a liderança de Edvaldo, participaram da primeira iniciativa em que um curso de graduação do país girou seu projeto pedagógico em jornalismo para fazê-lo centrar-se essencialmente no JL. Foi o caso bem-sucedido da Universidade de Uberaba, em Minas Gerais, no final da década de 1990, início da seguinte.

    Em paralelo, o professor Celso Falaschi realizava um impactante trabalho de disseminação do espírito do JL, especialmente nos livros-reportagem, na PUC de Campinas, São Paulo. Não foi à toa que em alguns momentos a produção de TCCs em formato de livro de livro-reportagem da PUC foi a mais numerosa e significativa do país, seus autores concorrendo – e conquistando posições importantes – ao prêmio Expocom, às vezes tendo suas obras publicadas comercialmente.

    Quis o destino que um dia Celso orientasse um TCC liderado por Rodrigo Stucchi, do qual surgiria a ideia de se criar o primeiro portal brasileiro dedicado ao JL. Os dois convidaram Edvaldo e Sergio Vilas-Boas (então pós-graduando na USP) a somarem esforços, gerando alguns projetos alinhados ao propósito de divulgação ampla do JL no país. Esse núcleo lançou o siteTextoVivo, que com o tempo se tornaria como que uma revista eletrônica e o maior acervo de matérias em estilo JL do país, quase todas elas resultantes de trabalhos produzidos pelos alunos do curso da ABJL. Depois, o mesmo grupo criou esse pioneiro – e ainda único – programa de pós-graduação em JL do Brasil, fundando também a ABJL, propriamente dita.  A história seguiu em frente, cada um desempenhando de maneira colaborativa sua parte, colegas e amigos juntando-se ao grupo para conduzir a pós-graduação, profissionais jovens que consolidavam seus respectivos nomes no campo jornalístico e acadêmico. Várias outras pessoas, muitos colaboradores e alguns profissionais veteranos num momento ou outro deram também sua contribuição. Diversos têm suas carreiras consolidadas hoje em instituições de ensino respeitáveis no país.

    Ao grupo inicial mais sólido de docentes convidados a participar do programa – Monica Martinez, Alex Criado, Renato Modernell, Francisco Belda – juntaram-se outros que deram sua contribuição por período mais curto – Raul Osório Vargas, que retornou para sua Colômbia de origem – ou atenderam o curso em ocasiões ou lugares específicos, como Lucy Penna – infelizmente já falecida - , Ana Taís Martins Portanova Barros, Eduardo Portanova, Cremilda Medina, Sinval Medina, Denise Casatti, Patrícia Patrício, Rosângela Rocha, Joanita Ramos, Angelita Pereira Lima e outros colaboradores que tiveram participação importante, mas de menor extensão. Em um certo momento, o curso pôde incorporar ao corpo docente ex-alunos da própria ABJL, dentre os quais permanece no grupo Fabiano Ormanese, hoje também profissional da PUC de Campinas. Em 2007, a ABJL realizou também a primeira Conferência Brasileira de JL, que reuniu mais de 300 participantes em São Paulo, contando com a presença de ilustres praticantes  ou incentivadores da arte, entre convidados internacionais – Mark Kramer, criador do programa de JL da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Paulo Moura,  também entusiasta professor em Portugal, Anne Hull, do jornal The Washington Post  - e brasileiros, como Caco Barcellos, Eliane Brum, Ricardo Kotscho, Hélio Campos Mello, Marcelo Rech.

      Houve momentos maravilhosos do curso, situações difíceis, erros e acertos, aprendizados e ajustes. Situações marcantes que ficam na memória por muito e muito tempo. Eliane Brum, musa e modelo inspirador, uma primeira vez em manhã de mágica conversa intimista com uma turma da ABJL em sala de aula. Estudantes-autores felizes no lançamento do livro coletivo que a ABJL produziu reunindo as melhores matérias das primeiras turmas do curso.   Jornalistas Literários: narrativas da vida real por novos autores brasileiros, publicado pela Summus. Momentos especiais em que um participante ou outro, em ocasiões distintas, confessa o quanto o curso contribuiu para mudar – para melhor – o olhar sobre o processo nobre de escrita de narrativas da vida real e sobre a magia desafiadora, complexa, do viver.

    A vida é impermanência, porém. Tudo pode se transformar, tudo obedece a um processo dinâmico que incorre em inevitáveis mudanças. Tudo faz parte do notável jogo de movimento incessante – lento ou longo – que faz o ser humano, as coisas, a existência mesmo se reconfigurarem, cumprirem uma etapa da evolução, constituírem outros rumos.

    Em 2011, o núcleo central gestor da ABJL entrou numa fase significativa de mudança. Sergio Vilas-Boas decidiu afastar-se. Em 2012, Celso Falaschi – artífice fundamental das ações administrativas e das relações institucionais, num importante trabalho de bastidor sem o qual a ABJL dificilmente teria acontecido – julgou por bem direcionar sua vida noutro rumo, mais adiante, distanciando-se do jornalismo como o centro de suas atividades profissionais. Foi decidido então que após a formatura da turma 2012 -  evento que aconteceu no primeiro semestre de 2013 – aquele formato gestor do curso seria substituído, com o encaminhamento para a extinção da ABJL enquanto organização jurídica. Permanece a marca, administrada agora sob a maneira apresentada neste texto.

    Edvaldo Pereira Lima, mentor e coordenador pedagógico, além de professor de alguns dos módulos do curso, segue comandando sua realização, como diretor responsável. Basicamente o mesmo corpo docente permanece atuando, o mesmo projeto pedagógico segue adiante, assim como a mesma grade curricular vai em frente, com as pequenas modificações e adaptações recomendáveis ao longo do tempo, inclusive com a introdução de disciplinas novas. O mesmo parceiro institucional – a Faculdade Vicentina, de Curitiba – continua com o projeto.  Em 2013 o Curso já teve desenvolvimento sob o novo modo administrativo, com duas turmas, a de São Paulo e a de Curitiba.

    O novo ciclo que se abriu em 2013 do Curso de Pós-Graduação em Jornalismo Literário transporta o legado da marca ABJL, a experiência acumulada nesses tantos anos de atividade, o sentimento de gratidão a todos que a fizeram acontecer e a todos que nela confiaram, mergulhando na proposta. Transporta também a contínua capacidade do JL em se adaptar, como camaleão, aos novos tempos que hoje se configuram como a era multimidiática de uma sociedade desafiada a encontrar um patamar diferenciado de civilização.  Navegando na crista da onda de todas as mudanças, lá está a eterna arte de se contar uma boa história.  Real, humanizada, forte de personagens e, se possível, transformadora.  Contar é fazer viver.  Saber contar é o desafio, o prazer, a vitória, o elixir.

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